
Poetas sem pergaminhos. Engenheiros de papel alumínio. Novos pedaços de lugares em que pessoas que não conhecemos nos cumprimentam simpaticamente. O que nos sobra é a beleza de um cansaço que corre em nosso corpos, em meio ao dia-a-dia que nos estimula a apenas querer chegar em casa e dormir. Sonhar. Voar entre nuvens extasiantes, atirar em estrelas, mergulhar em meio ao universo, capturar o sol e ainda assim chegar em casa limpo. Cantar para o teu amor em frente à janela do seu prédio, sussurrar um esforço pra abrir os olhos e enfrentar o mundo real. Estar preparado pra visar mais um dia e enfrentá-lo. Gritar em prantos pra que o trovão, que entra em chamas caindo sob o telhado rachado de uma grande e velha, abandonada casa, venha e te acerte com todo seu potencial, direto no peito, e não te causar um singelo arranhão. Espantar os fantasmas de um coração que fora partido um dia pelo velho Rei da Insanidade, que agora acompanhara a Morte em sua caminhada ardente pelas forças de sua Majestade. E nunca abandonar um único abraço. Nem um resto de esperança deixar chamuscar na lareira da saudade. Siga em frente, esqueça os problemas, esqueça a VIDA. Esqueça tua leitura sobre isso. Esqueça. Às vezes, faz bem esquecer o que te impede de lembrar.

Te quero, nesse ponto-destaque, como nunca quis ninguém e, nunca vou querer. Acredito no amor e, também, na sorte e no azar. Que a sorte conspira a favor do amor.
Podemos ser pessoas equivocadas, com certeza podemos achar erros em nossa caminhada mas, minha pequena, temos todo esse mundo a descobrir, todo um tempo pra gastar. Vamos voar. Brincar. Viajar e ser felizes, como crianças que escalam a escada de corda daquela praça, ou aqueles músicos que tocam em frente à um parque. Vamos nos divertir, afinal, só temos isso pra fazer. Isso é o que importa: Tu, eu e nosso namoro. Não dê olhos, muito menos chances, aos problemas, não encare a vida como um desafio e sim, um gracejo. Não espere que o mundo chegue até você, saiba que a terra pode desabar até isso acontecer. Vá ao mundo, corra ao vento, gire na ciranda até perder o equílibrio, deixe que eu te seguro. Confie na herança de coragem que herdaras dos teus pais. Estejas aqui quando eu dormir, nos tape, no aconchego do teu abraço, do nosso cobertor. Estejas aqui ainda quando eu acordar e não esqueça seu casaco, fará frio. Me ame, do jeito que nunca amaste ninguém, me descubras, como cada peça de um quebra-cabeças, me monte e depois, me beije. Por favor, meu amor, me amaldiçoe na tua paixão e nunca mais me largues por aí, desamparado, em meio à solidão ou à escravidão de um mundo cruel.

O brilho nos olhos de quem fala de seus sonhos é o mais lindo de se ver, por que vê-se que a intensidade com que aquele corpo deseja ter seu sonho realizado é a maior de todas. Pessoas que sonham com seus fones de ouvidos, sonham com céus de cores fortes rasgados como papel por aviões cheios de pessoas que, ali dentro, estão sonhando com seu destino, ou sonhando em nunca sair do céu, que, por sua parte, por sua imensidão e por sua beleza encanta qualquer um. Sonhadores são aqueles que até acordados imaginam uma brexa no espaço-tempo de suas vidas para uma pequena viagem de lazer ou de consumos. Às vezes, eu mesmo sonho que viajo e desapareço no oceano, onde a água que envolve toda a minha visão sobe, e percorre por todo o meu barco, toca de ponta à ponta do meu berço. E o pescador que ficara pra trás no velho trapiche naquelas areias macias de nosso porto desaparecera nas margens de meu binóculo que, nesse momento, é engolido pelas águas serenas, o ar inquietante e célere que move meu Veleiro, a esta hora, está em um pequeno submundo volátil acima das nuvens e meu barco, imóvel, paira sobre a água que, lentamente, pela própria pressão feita pelo vento ágil e momentâneo que passara por ali, move meu barco, que se delicia, sentindo centímetro por centímetro daquela área em que se movimenta. E a solidão que me toma conta por todos esses dias em que navego em minha própria aventura, com meu coração forte, avante! A todo mundo deixei meu adeus, e a todas as estrelas, à lua e ao sol, meu sincero muito obrigado, por me guiarem por toda essa explosão desafiante que me toca pra frente, me chuta o traseiro até eu chegar no timão de meu barco e o virar para o lado contrário da margem de uma vida terrena que vi adiante, vira. Vira o barco, vira a vida, revira a saudade.
Ei, anoitecer, viestes me ver? Talvez um dia eu te visite de fora de meu travesseiro, talvez uma tarde que vira noite, chuvosa, eu te encontre junto com meus medos, caindo e estrondando na água, raios que me retomam as lembranças de medo caem lá longe. Sumam. Desapareçam. Espero vocês do outro lado do oceano, quando eu desembarcar pra buscá-la, nós vamos velejar juntos um dia, pra sempre, como piratas, vamos ser só nós dois, em um barco que nos leve de país a país, veremos tudo, todos. E se esse sonho se realizar, estarei pronto em meus papéis. Estarei disposto a disfarçar toda minha ansiosidade só pra não deixá-la nervosa, e, disfarçarei meu sangue por minha percepção. Estarei sempre em posto à luz do lampejo que guia meu barco para a escuridão dessa geada que nos teme. E assim segue o nosso pequeno sonho de sermos transeuntes.

Vamos fugir, ser feliz. Pra onde quer que seja, vamos seguir nossa voz, ou melhor, a voz do coração. Vamos sentir, viver, sonhar, crescer e crêr. Vamos ser isso tudo pra um dia ser ainda mais. Quem sabe empreiteiros. Empreiteiros de sonhos e felicidade. Vamos investir na caminhada que nos foi designada, vamos caminhar pelo desígnio que nosso interior mandar, quem sabe essa trilha, quem sabe aquela rua asfaltada. Podemos nos estabilizar ou nos aventurar. Podemos nos sedentarizar ou nos obrigar (à ser sempre mais), talvez nos abrigar. E se tudo acabar, nós vamos voltar e recomeçar, recomeçar apenas a caminhada, o que foi conseguido, podemos manter. Todas as experiências não serão em vão. E então, nos resta aprender o que nos foi ensinado ao longo da vida. Aprender a amar. Aprender a sentir essas vibrações que o corpo nos manda em prol da paz que sentimos nesses momentos. Aprender a vangloriar toda essa arte que chamamos de Vida. Por que, assim, quem sabe, aprenderemos o quão preciosa é a nossa vida pra ficar disperdiçando-a com pequenas dificuldades que encontramos. Disperdiçando-a com problemas que poderíamos resolver com apenas um pouco mais de paciência. Digamos assim que, um dia, isso tudo mudará. Um dia todos encontrarão a beleza que procuraram por tanto tempo. Um dia, quem sabe, eu possa partilhar de igual para igual tudo que sinto, tudo que quero, tudo que sonho, tudo que penso com vocês. Um dia quem sabe me chamem de louco. Um dia, talvez, me digam que só escrevo besteiras. E em todos esses dias eu não ligarei, por que o louco e o cara que escreve besteiras têm os mesmos sentimentos, e são louco e ignorante do teu lado. Assim, um dia, quem sabe, eu possa responder se eu sei o que é o amor de uma forma positiva? Ah, a esperança.

Sentar na grama, com o meu amor. Espalhar na cama todo nosso fervor.
E em cima do muro parece um novo olhar. Aparecendo, discreto, perto do palmar.
Discreto, um sopro leve toca teu rosto. Faz dele, seu posto.
E o som suave de quando as folhas se tocam. Com ele, a brisa veraneia que nos mostram.
E tudo que me vêm à mente é nossos afagos. Completos, com direito a beijos e abraços.
Inigualável, o sorriso que me estampa. Incomparável, a saudade que me espanta.
E essa lua cheia que nos encanta? Parecida com aquela que nós vimos em Atlanta.
À estrela que nós dois apontamos: Um brinde enquanto nos amamos.
E a espera por uma “cadente”. Eu carente, você contente.
E nunca esperais mais do que um céu negro. À noite, com nuvens e solidão, rubinegro.
Isso tudo é nada mais do que uma noite. Uma noite de sonhos, uma noite à meia-noite.
Sonhos estes que nunca acabarão. Mesmo por toda nossa vida, sempre me aconchegarão.
Porque estes sonhos são aqueles que à nós acodem. Ajudam a manter o ego em ordem.
Por isso, nosso sonho não acaba agora. Ele apenas vai embora. Mas volta outra hora.

Vamos fugir, nesse halloween, vamos pros Estados Unidos, vamos pedir doçes ou travessuras, ‘tricks or treats’, vamos sair vestidos de monstros, vampiros, fantasmas pelas ruas e assustar os outros (ou tentar). Ficaríamos a noite inteira caminhando por todas as ruas da cidade pedindo doces, pedindo bobagens, besteiras. Nos perderíamos, dentre tantas ruas que entramos, pararíamos quase no centro da cidade. Nosso cachorro iria junto, como um pequeno monstrinho de estimação, um pequeno Stitch, e nós três passearíamos pelas ruas escuras e olharíamos nas janelas com as luzes acesas (algumas apagadas para evitar que as crianças pedissem doces), veríamos muitos grupos de crianças pedindo doces ao longo do caminho. Nós, mesmo ‘grandinhos’, ainda sentaríamos na calçada após cada pessoa que nos desse doces para contar quantos tinham dado e quantos tínhamos ao todo, chingaríamos aqueles que só dão balinhas de 0,05$, e idolatraríamos aqueles que dão até chocolates. E aqueles velhinhos que compram potes e potes de doces pra distribuir entre todos os grupos que vêm à sua casa no dia das bruxas? Adoráveis. E aqueles que ainda se vestem de vampiros para atender a própria porta, só pelo espírito das brincadeiras?
E andar vendo aquelas abóboras gigantes nos quintais das casas, brilhando com intensidade, nos mostrando suas caretas artísticas desenhadas calmamente durante o começo daquela semana. Com aquelas casas cheias de lâmpadas brilhando, louváveis. Ver pessoas vestidas engraçadamente e começar a rir, ver pessoas com as mesmas fantasias que nós e ficarmos irritados.
E, no fim do dia, no outro dia, chegaríamos em casa pela manhã, tão energéticos que nem dormiríamos, ficaríamos acordados vendo tudo que ganhamos, dividindo tudo, brigando pelas melhores coisas, nós sempre seríamos crianças, mesmo adultos.
E quando adultos nós seríamos os “tiozinhos das balinhas”, ficaríamos em casa assistindo coisas na tv e ouvindo as crianças baterem na porta.
Vamos ser assim? Vamos fazer isso? Vamos ser felizes…

De longe eu já te vi e percebi que algo ia rolar. Meus amigos diziam que até mesmo o sorriso que aos poucos se formava em meu rosto, quando eu te via, era especial, não era um sorriso de simpatia, era um sorriso de alegria, felicidade de te ver, um sorriso que reluzia na emoção que meus olhos aparentavam quando eu te via passando.
Essa felicidade permanece a cada momento que passo contigo, cada pequeno segundo que vejo tu sorrindo, de verdade, eu me sinto mais vivo, eu me sinto mais verdadeiro, por que tudo que me importa é, de fato, a tua felicidade, o teu sorriso quando me vê e o teu rosto colado ao meu peito, sentindo minha respiração, enquanto eu te faço um cafuné, ou ao contrário, enquanto tu me faz pegar no sono. E eu imploro cada dia mais a minha e a tua felicidade juntas dia-a-dia, em uma casa só nossa, atirados no chão, na grama, na rede, na cama, olhando as estrelas, comendo bobagens e bebendo besteiras, eu vou te derrubar e te prender no chão enquanto te beijo e te cheiro, te faço arrepiar, te mostro o quanto te mereço, te dizendo que te amo a toda e qualquer hora, te mordo pelo corpo inteiro, enquanto você se vira e revira pelo quarto, pela casa, pra que eu não o faça, quanto você ri por que eu estou te fazendo cócegas, enquanto você pede pra parar mas eu não paro, por que cada vez que você ri, alegra meu coração e o que me leva pra frente é ser feliz contigo, e a cada vez que você pede pra parar é mais um pretexto pra eu te irritar e te zombar. Pedir abraços fortes já virou rotina, quero mais e mais, por que o teu abraço é o melhor do mundo, o mais contagiante e o que mais me protege, teu abraço me faz zen, me diz coisas que palavras já não dizem, assim como teus olhos e nossos olhares. Eu quero ver, ler e escrever muito ainda sobre lembranças de momentos e sonhos de futuros que tive/quero ter contigo, quero ver muitas fotos de nós dois, quero ter cada vez mais e mais momentos pra relembrar, histórias pra contar e abraços fortes pra te dar.

O mundo não é mais o mesmo, eu sou sincero. Mas eu admito que, com você fazendo parte do meu mundo, eu já não ligo pro resto, eu apenas vou viver como me ensinaram a viver e tentar conhecer o amor a cada beijo que te dar, tentar encontrar na tua boca o que faltava pro meu coração ficar amplamente saudável, pro meus sentimentos serem verdadeiros e pra minha atitude ser deveras madura, já que tu me fez mudar. De verdade eu quero te dizer que eu me achei nas minhas coordenações, vivendo com você, eu vi que nunca vou me perder e nunca vou te perder também, eu construo todas as noites um mundo só pra nós, um universo paralelo que nós dois passamos horas conversando sobre casas, futuros, universo, relacionamentos, eu, você e os outros, zombamos a melação dos nossos amigos quando estão apaixonados, mal sabemos que somos iguais, ou piores (risos)! Por que, quando estou contigo, o tempo passa, eu olho lá fora e tudo está igual, simplesmente tudo brilhando, tudo esclarecido na minha alegria de viver na tua companhia e no teu abraço, no teu cheiro, na nossa casa. No nosso futuro, o meu destino já é traçado com o teu, meu coração já admite que é teu e meu amor já engrandece a cada dia que vejo você sorrindo, vejo que estás verdadeiramente feliz… comigo.

Por que já não tem mais o teu cheiro na minha camiseta? Por que não te tenho aqui pra apertar todos os dias, e beijar, malinar, cheirar, te arrepiar, aconchegar e abraçar nos meus lençóis? Por que não podemos fazer planos e discutir sobre quem ama mais cara-a-cara todos os dias? Por que não podemos morar juntos e poder andar do jeito que queremos pela nossa casa, andar de roupão, de vestes íntimas ou qualquer outra coisa? Tu poderia usar apenas uma camiseta minha, que ficaria grande em ti, e não se importar com nada, por que só nós estaríamos ali e pra mim, tu fica muito linda, como sempre é, como sempre será, tu já transcede a beleza ao meu ver, pois estou apaixonado em ti. Por que não podemos ir em uma loja e, enquanto tu escolhes a cortina da sala de estar, eu escolho um computador e um vídeogame pra nossos fins-de-semana em casa, comendo bobagens, pensando besteiras, jogando, assistindo qualquer coisa na televisão, qualquer filme? Por que não posso te deitar no meu colo no sofá, enquanto vemos nosso filme, e te fazer ciúmes sobre a atriz do filme? Por que não podemos escutar nossas músicas preferidas bem altas todo o dia, dançando e rindo um do outro, brincando de ser feliz? Por que não podemos sair pra uma festa todos os dias, sem nos importar-mos com o amanhã e se divertir em quanto podemos, sabendo que isso é o que faz-nos alegres? Quero que tu aproveites todos teus bons momentos e compartilhe os ruins comigo para que eu os torne melhor, se possível for. Quero estar presente na tua vida, por que eu realmente te quero o bem e tu realmente faz parte da minha (vida), e quero que o faça por muito tempo, até quando eu me mudar pra longe daqui e te levar comigo, esperando que tu aceites viver comigo pra sempre, esperando que tu sempre me deixe te chamar de “minha”, acompanhada da palavra “pra sempre”.

Eu sonhei que um dia o mundo parou e tudo se transformou em um grande céu sem limites que minha cabeça desenhara em um papel de mentira, sonhei que o mar se abria pros furacões passarem pelo meio de minhas imaginações tirando-me a paz de pensar que um dia a imensidão possa chegar ao seu fim e também as minhas memórias para um mundo infinito que eu possa pintar no céu as cores que atrairão todos aqueles que amo para lá, e nós todos juntos observando uma galáxia de “nada mais”, eu e você, principalmente, contemplando o chão daqueles que ainda vivem. Eu queria, de verdade, um dia de mudanças, um dia que tudo e todos deixassem seus problemas de lado e fossem pra lugares que suas feridas não seriam em vão, onde vosso peito pode lidar e vosso sonho possa ser perfeitamente de acordo com aquilo que contas. E eu sonhei que eu deixava de sonhar tudo isso, sonhei que acordei e acordei sonhando que tudo fosse mentira, uma mentira que, de verdade, fosse marcada em nossa pele, e como em jornais, fosse impressa na pele e na memória daqueles que tem a mente aberta e, sabem que o coração tem um significado. E essa lamparina que se acende na nossa volta, onde, para cada ideia que temos, ela brilha uma forte luz que cega os nossos olhos, isso tudo é para que, em uma noite que já não tivermos nada ao nosso ver possamos lembrar que tudo isso reside ao nunca desistir de alguém que sempre vai encontrar um jeito de continuar caminhando à todo vapor de um barco veleiro que, depois de um tempo chega na mais alta superfície de um mar e some na sua própria sombra, assim eu sigo os anjos e as estrelas, pois bem sei que nenhum deles me mentirá e nunca me sinto em solidão. Me sinto como se fosse um só, eu, o mundo e o que nele me guia, me dá forças pra subir até no mais alto dos muros, mesmo em um ar rarefeito eu saberei que meu sangue ainda corre em minhas veias e nada pode me segurar já que esse mesmo sangue que escorre de minhas mãos é o sangue que me faz nunca cair. Todo lugar que eu parar eu sei que não é pra sempre, eu sempre vou voltar à minha estrada e seguir em frente, mesmo que tentem me derrubar, tentarão me derrubar em vão, pois em todo esse tempo de guerra, toda batalha que eu ando vivendo me fazem crescer e não são armas que vão me parar, por que eu tenho um objetivo, o objetivo de um dia voltar a dormir e sonhar com o mesmo sonho que um dia um visconde me contou.